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Titulo A Psicologia das Multidões
Autores Gustave Le Bon, Agostinho Fortes (Tradutor)
Colecção
Ensaio
Género
Ensaio
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
14x21cm
N.º Páginas
192
Data
Fevereiro de 2020
ISBN
978-989-8973-13-9
Apesar de publicado originalmente em 1895, este ensaio clássico manteve sempre a sua importância fundamental e fundadora, tendo sido uma reconhecida influência na obra de Freud, por exemplo.
Hoje em dia, a sua relevância é, se possível, ainda maior: numa época em que a globalização cria grupos de opinião e movimentos a nível mundial, este estudo de como raciocinam e agem os seres humanos quando em grupo é incontornável.

Gustave Le Bon foi, na sua época, desprezado pela Academia. O seu pensamento estava demasiado à frente do seu tempo. Le Bon incorporava Darwin e Haeckel nos seus conceitos de hereditariedade e da natureza humana, reflectia sobre o ambientalismo ou sobre o ensino igualitário.

A obra mantém-se tão relevante hoje como o foi aquando do seu surgimento. Permite, de uma forma clara, perceber como funcionam os regimes ditatoriais, os extremismos políticos, religiosos e sociais; compreender as modas, a publicidade, a propaganda. Num mundo globalizado, este ensaio é uma das mais abrangentes análises possíveis da forma como o ser humano «funciona» em sociedade e em grupo.

«Nos nossos dias, a soma das opiniões hesitantes das multidões é maior do que nunca e isto por três razões diferentes. A primeira é que as antigas crenças, perdendo cada vez mais o seu domínio, já não actuam, como outrora, sobre as opiniões transitórias para lhes darem determinada orientação. O desaparecimento das crenças gerais deixa lugar a uma multitude de opiniões particulares sem passado nem futuro.

A segunda razão é que, por ser cada vez maior o poder das multidões, que também cada vez vai tendo menos contrapeso, a extrema mobilidade de ideias que nelas verificámos pode manifestar-se livremente.

A terceira, finalmente, é a recente difusão da imprensa, que apresenta incessantemente aos olhos das multidões as mais opostas opiniões. Assim, as sugestões que qualquer dessas opiniões podia originar são dentro em pouco destruídas por sugestões opostas, do que resulta que nenhuma opinião poder dilatar-se, estando, portanto, votada a existência efémera. Morre assim qualquer opinião antes de ter podido espalhar-se o bastante para ser opinião geral.»
Charles-Marie Gustave Le Bon (1841-1931) foi um polímata francês cujos interesses e estudos se debruçaram sobre antropologia, sociologia, psicologia, medicina e física.
Formado em Medicina, nunca exerceu, tendo-se dedicado à investigação e opondo-se à medicina tradicional. Alistou-se no Exército durante a guerra franco-prussiana. A derrota nessa guerra e o facto de ter presenciado os acontecimentos da Comuna de Paris (1871) influenciaram-no imenso. Viajou demoradamente pela Europa, Ásia e pelo Norte de África, estudando as diferenças entre os povos, culturas e civilizações à luz da recentemente criada antropologia.

A partir de 1890, juntou ao estudo antropológico o estudo da psicologia e da sociologia, tendo escrito algumas das suas mais importantes obras nessa época.
 
Apesar de ter sido sempre desprezado pela academia francesa, as obras de Le Bon foram uma reconhecida influência em personalidades tão diferentes como Roosevelt, Mussolini, Freud, Hitler, José Ortega y Gasset ou Lenine.

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Agostinho José Fortes (1869-1940), o tradutor, foi um professor, jornalista, tradutor e político português. Formado em Letras e muito versado em literatura grega, concorre em 1904 à cadeira de História Antiga, Medieval e Moderna, ficando aprovado.

Em 1906 foi eleito, em congresso, membro substituto do directório do Partido Republicano Português, vindo a ser, após a proclamação da República, chefe de gabinete de Teófilo Braga. Durante o ano de 1910 fundou o jornal A Reforma Social, que se pretendia ser porta-voz da corrente radical socialista. Segundo a informação da época, foi um republicano convicto com acentuados princípios socialistas, filiando-se no Partido Socialista Português em 1919.

Em 1911 substitui Consiglieri Pedroso, por falecimento deste, na regência da cadeira de História Geral, tendo passado para a Faculdade de Letras, que secretariou durante muitos anos.

Foi vereador do Município do Lisboa na primeira vereação republicana e Presidente da Junta Geral do Distrito de Lisboa.
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